Como funciona o financiamento da casa própria?

Mesmo com a crise econômica, não falta crédito para quem tem o conhecido “nome limpo” e deseja sair do aluguel. Com a diminuição dos juros desde o início dos anos 2000, é possível adquirir um imóvel em até 35 anos com preços acessíveis. Até para quem tem poupança e pode pagar à vista, o crédito imobiliário tornou-se uma alternativa atraente. Além disso, os principais bancos operam ativamente no segmento imobiliário.

A compra de um imóvel é, muitas vezes, o maior investimento que alguém faz ao longo da vida. É fundamental, portanto, planejar minuciosamente esse passo tão decisivo. A diferença entre quem não planeja e quem planeja está nos números. Receber assessoria, pesquisar e conhecer o mercado pode significar uma economia expressiva diante de um mercado de ampla concorrência quanto as ofertas de financiamento. Abaixo estão algumas dicas do segmento que vão facilitar a sua vida ao buscar um financiamento:

1. É possível obter o crédito antes de encontrar o imóvel ideal

Sim, é possível entrar com o pedido de financiamento na assessoria ou banco antes mesmo de você encontrar o imóvel que procura. Se o pedido for aprovado, o setor responsável fornecerá uma “carta de crédito” como garantia de que você terá a quantia necessária para fechar o negócio, caso a documentação do futuro imóvel e do atual proprietário não tenha pendências financeiras. A carta de crédito tem validade mínima de 3 meses. Normalmente é concedida em até cinco dias úteis após a entrega da documentação e dos formulários exigidos.

2. Empresas especializadas comparam as condições oferecidas pelos Bancos

Como os contratos de financiamentos imobiliário envolvem muitos documentos e costumam tomar bastante tempo, os bancos preferem credenciar empresas especializadas na área para fazer a coleta da papelada dos clientes e reduzir o custo da operação.  

3. O sistema de prestações decrescentes é mais vantajoso

Ao contrário do que muita gente pensa, definir um valor fixo para as prestações previamente – um sistema conhecido como Tabela Price – não é a melhor alternativa para quem quer pagar menos. O custo total pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), em que as prestações começam um pouco mais altas e diminuem de valor ao longo do contrato, é bem menor.

4. Outras dívidas são consideradas na conta do comprometimento de renda do cliente

Ao avaliar o comprometimento de renda do candidato, os bancos levam em consideração outros financiamentos feitos pelo cliente, como carros e outros bens de consumos que constam no cadastro único do Banco Central.

5. O prazo máximo de crédito pode variar 10 anos

Atualmente, os bancos trabalham com financiamentos de 35 anos. A opção por um financiamento de prazo mais longo pode ser boa alternativa para reduzir o valor das prestações e facilitar o enquadramento nas exigências de comprometimento de renda com o pagamento das prestações. Obviamente, isso aumentará o valor total a pagar ao banco ao longo do contrato e encarecerá o imóvel. Mas é uma opção válida para quem não tem renda suficiente para fazer um financiamento por prazos mais curtos.